Sexta-feira, 5 de Agosto de 2011

Dona da Saudade - Efigênia Coutinho

 

Dona da Saudade
Efigênia Coutinho

Do céu glacial respinga orvalho
Que ao luar, em gotas de amores,
Nas pétalas fazem seu agasalho
Dando vida e umidade às flores!

O luar passeia beijando o mundo,
Acariciado na sinfonia do vento
Derrama sua prata em solo fecundo,
E ao coração embala sonho luarento!

Mais existem seres pela madrugada 
Que perambulantes e desalmados, 
Perturbam sonhos em torpe cilada
Deixando os devaneios sepultados!

E eu abraço esta dor da saudade,
Que se quebra em relembranças 
Das sombras do que foi a realidade, 
Já perdida no ar das toscas mudanças!

Deixo meu rosto aqui no teu altar,
Coberto do amor que você não mereceu.
E nos meus olhos você vai poder olhar
Só não saberá dizer qual de nós morreu!

Com o coração assim desencantado,
Adormeço na saudade de outras alvoradas,
Com o sentimento ferido e enganado 
Revivo para sentir emoções renovadas !

Balneário Camboriú
2011

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publicado por EfigeniaCoutinhoMallemont às 00:22
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Terça-feira, 31 de Agosto de 2010

Sereia - Efigenia Coutinho

 

 

 

SEREIA
Efigenia Coutinho


Pelas águas do teu fogoso Mar
Sou tua sereia a se enamorar
Escuto sons da tua voz ao ar
Sendo cantilenas para Amar.


Entrego-me em teus beijos e abraços.
Sem qualquer medo ou embaraço
Pois sentimos ser nosso todo regaço
Entregues estamos neste compasso.


Ao prazer de sentir e poder ser tua
Vem a lua deixando suspiros na rua
Alguma coisa de mim vai ser loucura
Presa nesta sina me deixo toda nua.


Sendo assim dito tão claramente
Por meus versos  apaixonadamente
Oxalá deuses estejam presente
Tendo ao Universo estrelas cadentes!


Agosto 2010
Balneário Camboriú

 

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publicado por EfigeniaCoutinhoMallemont às 22:48
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Sábado, 26 de Junho de 2010

Uma Fera Bem Domada

 

 

 

 

 UMA FERA BEM DOMADA

Efigenia Coutinho

 

Sendo no palco o poeta  é quase perfeito
Faz o seu papel de domar a fera por temor,
Ou, por  quem tem repleto de amor o peito,
Quer ver o coração quedar-se num tremor.

  

Em meu corpo, sem timidez, no dorso
O rito mais solene da paixão, em desejos,
O murmurar do meu coração, eu ouço
Sem freio, pela própria dimensão dos ensejos.

 

Afagas minha pelugem macia, na montaria,
A desejar com ardor, no trote, trocar sua posição
Para beber o néctar vestal em primazia,
Sentindo no corpo Amor a cantar  tua canção!

 

Nas emoções ardentes de uma entrega voraz,
Cadenciando na chama do amor a cavalgar,
Entrego-me  ao que realmente me compraz
Ao alvorecer,nas belas tardes e em noites de luar!

 

Balneário Camboriú

 

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publicado por EfigeniaCoutinhoMallemont às 09:59
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