Agora que o madrigal vai surgindo Os meus sonhos estão vindo... Nós, banhando pela luz do Sol, E ornados por pétalas delicadas De perfumadas margaridas, Você brilha e eu serei tudo que você precisa, Para a terna canção consentir Em sons de si bemol, Seguro em seus braços como tochas luminosas Como a luz ao fim do dia, Anunciando a hora da Ave Maria!
Você faz as chamas do meu coração tão quente Derreterem a minha alma docemente, Para as cadeias do meu interior Deste sonho não desejo me libertar. Escrava de seu toque sedutor És meu senhor e quero te amar Como as luzes do fim do dia, Sempre em furtiva melodia, Onde as chamas não poderão se apagar. E nesta alquimia de perfeita sedução, Uniremos enfim, nossa emoção!
Leva-me na corredeira do teu rio para amar, E suba nas margens da magia que tecemos Vem neste sonho mergulhar! Que eu prometo que vais sentir O Amor, ao espelho dos seus olhos refletir, Deixando o coração purificado Com um sonho que nós queremos, Como a luz no fim do dia, transbordado Num berço de beijos entre o vergel, Doces palavras de amor trocaremos Feito carícia de um dourado véu !
Na conjunção da vida, quero te falar. Falar coisas que vêm do meu coração E como o vento eu quero te acariciar, Quero te tocar com suave emoção.
Quero o meu sentimento te oferecer. E no teu dia - a – dia sob o Sol de verão, Sentir o teu cheiro em cada amanhecer, Deixar-me viver um lindo sonho de sedução.
Quero fazer um ninho em teu pensamento E respirar a brisa que acaricia o teu sorriso. Quero ouvir suave a voz de teu sentimento, Para eu sentir todo o sabor de teu paraíso.
Quero sentir tua pele a minha pele tocar, Descobrir que o tempo será nosso aliado E numa troca de desejos nos fará delirar, Deixando acontecer este sonho dourado.
Eu vou sair fora, quem desejar me ver, coloque o nariz pro lado de fora... Vai se esgarçando, aos poucos, certamente
você vai ver um coração
pulsar num vulto desvanecendo-se longe do eco do mundo!
Adeus mundo surdo despeço-me das coisas que vi, quis e fiz!... Íntrega, lisa e sem prefacio ou epílogo sendo um monologo em céu aberto sem sombras, sem dobras ao vento, para o suspiro flutuar em toda dimensão!
O coração... segue jogando... paciência com o velho baralho!
O sonho do teu peito tem, Um jeito que somente eu sei, Como acarinhar tangendo bem As cordas do teu riso encantado Com meu desejo acalentado!
O sonho do teu peito, diz, À luz da manhã por brancas flores, A florescer ao meio dia em cores, Em tons de rosa, ao crepúsculo Lembrando da paixão o místico matiz!
O sonho do teu peito quer saber, Por que sonha o meu peito? A motivação eu já vou dizer. És o Bandeon Milonguero Abrasamos corpo e alma ao leito!...
Onde as cores da paixão Sonham acasaladas à emoção. Numa misteriosa vertigem E o sonho no peito explode Nesta vertiginosa e doce miragem!
E na noite, onde o sonho que te inflama, Tornar-se-á na mais bela realidade. Ao amanhecer tecendo toda trama, Unindo corpos em aprazível felicidade.
No real que nos tinge nas cores do amor, Serei tua, sequiosa de todos os desejos. Na pele, sentirei da paixão todo ardor Do teu afago em mim, tão benfazejo.
E nas noites, jamais sozinho ficarás, Porque o futuro ditará a nossa vontade. Na cama, teu corpo ao meu tu unirás E no sempre viveremos nessa dualidade.
Este sentir que hoje é tão sonhado, Logo será o nosso mais belo momento. Quando se fizer em ato consumado, O aconchego deste sublime sentimento.